Religião. O artigo 5 do título Ia da Constituição de 1824 estabelecia:
"A Religião Católica Apostólica Romana continuará a ser a religião do Império. Todas as outras religiões serão permitidas com seu culto doméstico, ou particular em casas para isso destinadas, sem forma alguma exterior de templo".
Pelo texto legal, podemos ver que o catolicismo era oficializado, ou seja, considerado como religião oficial do Império. Além disso, a lei imperial reconhecia a importância da Igreja Católica no passado, ao afirmar que ela continuaria a ser a reunião do \TOçé.\'\o. r\S ^!Wsà\% Te\\g\bes eram toleradas, desde que respeitassem a religião oficial e não ofendessem a moral pública.
Como o catolicismo era a religião oficial, o governo intervinha nos assuntos internos da Igreja. Chegou, por exemplo, a interferir na vida dos seminários e a extinguir ordens religiosas. Esses fatos, e mais a condição de verdadeiros funcionários públicos a que foram reduzidos os membros do clero, provocaram sérios atritos entre a Igreja e o Estado. O mais importante desses atritos ocorreu em 1872, quando foram processados e condenados à prisão dois bispos que se manifestaram contra as ordens do governo imperial.
No Segundo Reinado, outras religiões estabeleceram seus cultos no Brasil. Os anglicanos já haviam fundado seu primeiro templo em 1819, os metodistas vieram em 1836 e os luteranos em 1845. Mais tarde surgiram também presbiterianos (1862), batistas, espíritas e teosofistas.
Ensino. No período colonial, o ensino em todo o Brasil estava a cargo da Igreja. Entre as ordens religiosas, a Companhia de Jesus foi a que mais se destacou nessa atividade. Até hoje é difícil avaliar o prejuízo causado pela expulsão dos jesuítas em 1759. Com esse fato, praticamente se extinguiu o único sistema organizado de ensino que existia na colónia.
Em 1800 foi criado o Seminário de Olinda, em Pernambuco. Nesse estabelecimento, pela primeira vez foram incluídas no currículo escolar disciplinas como História, História Natural, Francês, Geometria, Física e Desenho.
Até essa época, as escolas ensinavam apenas Gramática, Latim, Retórica, Poética, Filosofia e também Teologia, como nos relata Fernando de Azevedo em sua obra A cultura brasileira.
Com a vinda de Dom João, o panorama do ensino começou a mudar. Criaram-se cursos médicos e cirúrgicos, academias militares, cursos de agricultura e economia. Esses cursos formaram os elementos que tomaram parte na administração do Brasil naquele tempo.
Durante o Primeiro Reinado foram criados os cursos jurídicos de Olinda e São Paulo, as primeiras faculdades de Direito do Brasil. Além disso, o governo imperial estabeleceu, no último artigo da Constituição de 1824, a gratuidade da instrução primária em todo o território nacional.
O Colégio Pedro II, criado no Rio de Janeiro durante o período regencial, tornou-se o estabelecimento padrão de todo o ensino brasileiro.
A partir de 1870, foram fundadas no Brasil as primeiras escolas protestantes: o Colégio Mackenzie, em São Paulo, e o Colégio Americano, em Porto Alegre.
Porcentagem de alunos matriculados nas escolas no tempo final do Império
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Data
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População
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Alunos
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% da população
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1867 1872 1889
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8 830 000 10 000 000 14 000 000
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107 483 150 000 250 000
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1,2 1,5 1,7
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O sistema de ensino não era o mesmo em todas as províncias. De acordo com o Ato Adicional de 1834, cada província possuía legislação própria sobre o assunto.
No Segundo Reinado teve destaque especial, como instituição cientifica, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, fundado na Regência de Araújo Lima. Daquela época até nossos dias, a revista publicada pelo Instituto muito contribuiu e contribui para o estudo e divulgação da História e da Geografia.
Outras agremiações culturais fundadas no século XIX foram o Arquivo Público, a Biblioteca Fluminense, o Liceu de Artes e Ofícios e a Sociedade de Medicina (depois Academia de Medicina).
Ciências. Nas ciências, destacaram-se:
- matemáticos, como Cristiano Benedito Otoni, Joaquim Gomes de Sousa e Oto de Alencar;
- naturalistas, como Ladislau Neto e frei Leandro do Sacramento;

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