Liberalismo/Rev. Industrial/Imperialismo

                                LIBERALISMO
POLÍTICO
Pode ser visto como correlato político do subjetivismo epistemológico característico dos séculos XVII E XVIII. Sua tese central consiste na sua necessidade de conciliar os direitos individuais considerados como naturais, com a necessidade da vida social;
Principais pensadores:
  • Locke: Tinha como ideia a união dos indivíduos em prol de suas vidas e liberdades e propriedades.
  • Rousseau: O homem nasce bom, a sociedade o corrompe.
  • Montesquieu: a divisão do estado nos três poderes Executivo o Legislativo e o Judiciário.

Todos eles concordavam quanto à concepção de um contrato social como fundamento de uma sociedade organizada racionalmente. Divergiam sobre a natureza humana e as características do Estado.
A Filosofia de Kant
Em seus escritos políticos , afirmava que a soberania do povo representada pelo poder legislativo se materializava em dois tipos de cidadãos, os independentes e os dependentes. Sendo os independentes aqueles que detinham as propriedades e portanto poderiam participar das decisões políticas.já os outros cidadãos não tinham o direito de votar nem de serem eleitos.

ECONÔMICO
Teve grande influencia do iluminismo qe pregava contra o mercantilismo e a intervenção do estado na economia. A partir do século XVII começam a ganhar força as teorias que pregavam o não intervencionismo do estado na economia, permitindo o livre mercado.
  • A primeira doutrina que surge é a dos  fisiocratas que era baseada na liberdade de produção e competição comercial (Laissez Faire- Laissez Passer / deixe fazer- deixe passar)os primeiros fisiocratas são Quesnay e Gournay.
  • Quesnay considerava quer a única fonte de riqueza era a terra, portanto segundo ele as únicas atividades criadoras de riquezas eram a agricultura e a mineração.
  • Gournay apresenta além da terra e da mineração como geradora de riquezas a indústria.
O liberalismo econômico ganha forma e corpo com Adam Smith, que expõe sua doutrina na obra a investigação das riquezas das nações onde avança no pensamento dos fisiocratas, o pensamento de David Ricardo que era considerado o Marx da direita tendo como pontos principais de sua doutrina liberal:
  • A única e verdadeira fonte de riqueza é o trabalho, que deve ser feita com ampla liberdade.
  • Os metais preciosos são apenas um índice e não representam a riqueza em si.
  • A divisão do trabalho é fundamental para a organização humana.
  • O valor Baseia-se na lei da oferta e procura
  • São de mesma importância a agricultura, a pecuária, a indústria e o comércio.
  • A competição comercial deve ser totalmente livres.
A riqueza segundo Adam Smith tem a ver com a produção, assim o povo que é mais rico é aquele que tem a produção maior.a partir de então surge uma nova ciência a economia política.




     Revolução Industrial

É resultado de um longo processo que teve inicio na baixa idade média, com a criação das corporações de oficio. Com as noções de lucro e produtividade tendo cada vez mais importância.As formas de produção se transformaram para atender a nova demanda, as corporações de ofícios foram substituídas pelas manufaturas, dirigida por um comerciante que controlava por vários artesãos.

A partir do século XVIII, os comerciantes passaram a reunir os artesãos passaram a se reunir no mesmo local surgindo assim às fábricas. A fábrica modificou a sociedade, introduzindo a produção em série de mercadorias uma inovação no sistema produtivo alterando as relações de trabalho e o surgimento de uma figura que vai ser o estopim de grandes mudanças o proletário.
O pioneirismo da Inglaterra na se deu por dois aspectos:
  • Controle do vasto mercado consumidor, propiciado pelas grandes navegações e o controle inglês do comércio com os novos mercados.
  • Acumulação de Capital: eram todos os recursos utilizados para a obtenção de lucro.(Ouro e prata da América.




Processo de mecanização
  • Em 1767 tem a invenção da maquina de fiar.
  • Em 1779 a maquina de fiar a vapor.
  • 1785 o tear mecânico é produzido.
A importância do ferro e do carvão:
  • Ferro: Para a sua obtenção do ferro, eles utilizavam o carvão vegetal, vindo da queima de madeira, como combustível e agente químico nos fornos de redução do minério.
  • Carvão: a sua extração muito após a invenção da maquina a  vapor, e foi muito utilizado como fonte de energia para as indústrias.

                                                                                                                                                             As consequências da Revolução Industrial na Inglaterra foram inúmeras dentre elas temos o chamado cercamento dos campos para que fosse criada a lã para as fabricas gerando uma fuga em massa do campo para a cidade  com uma multidão de trabalhadores  com uma rotatividade imensa quando um se machucava ou desistia tinham 100 ,200 do lado de fora das fabricas esperando para trabalhar. Não haviam regras ou limite para trabalhar nesse primeiro momento os trabalhadores eram levados a exaustão.contra essa situação os trabalhadores se organizaram e criaram o movimento ludita que pregava a destruição das maquinas  que tiravam o emprego do trabalhador
                        Imperialismo
Soldados britânicos galopam entre cadáveres de zulus, sul da África, 1879. Episódio da ocupação do território africano por forças europeias na segunda metade do século XIX.

Surge no final do século XIX, em paralelo com o processo de Revolução Industrial sem novo processo de expansão na Europa de cunho Imperialista lançado para a conquista de outros continentes exceto a América que era defendida pela doutrina Monroe. Este novo Imperialismo vai se estender principalmente pela África e Ásia, tendo uma Caráter colonialista, econômico e militar.Onde o foco principal era a busca de novas matérias primas para serem usadas nas industrias.
Causas do imperialismo colonialista
Necessidade de novas fontes de matérias-primas (sobretudo: ferro, cobre, petróleo, manganês, trigo, algodão) e de novos mercados (para o consumo dos produtos industriais das metrópoles).Superpopulação da Europa e consequente necessidade de novas áreas para o excesso de habitantes. Os colonos continuariam a ser cidadãos e forneceriam contingentes humanos para os exércitos das metrópoles.
Necessidade de aplicação dos capitais excedentes.
Desejo da conquista de bases estratégicas (sobretudo para a segurança do tráfico marítimo).
Espírito e ambições nacionalistas.
Fatores adjuvantes foram:
Os progressos da tecnologia: facilidades de comunicação (navios rápidos; telégrafo) e a refrigeração artificial.
Expansão de novo ciclo missionário das igrejas cristãs da Europa e da América.


AS DIVISÃO DA ÁFRICA ENTRE POTÊNCIAS EUROPEIAS
                         A partilha da África

Colonização francesa. Em 1830, sob o reinado de Carlos X, iniciou-se a conquista da Argélia. Terminou em 1857, sob o reinado de Napoleão III. A Tunísia foi facilmente ocupada em 1881 (provocando o desagrado da Itália).
A conquista do Marrocos (1900-1912) deu margem à "questão marroquina" franco-alemã. A oposição da Alemanha às ativida-des colonialistas da França, no Marrocos, provocou dois graves incidentes, que quase desencadearam a guerra: o de Tânger (1905) e o de Agadir (1911). Afinal, após obter concessões territoriais no Congo (Camerun), a Alemanha consentiu (1911) no protetorado francês sobre o Marrocos, o qual foi oficialmente estabelecido em 1912.
De 1855 a 1900, a França conquistou o Sudão (África Ocidental Francesa): Saara, Senegal, Guiné, Costa do Marfim, Daho-mey (Daomé) e os territórios do Níger. De 1875 a 1885 apossou-se de imenso território à margem direita do Congo e do seu afluente Ubangui (África Equatorial Francesa).
Em Madagáscar, a colonização francesa começou no século XVII. Mas a conquista de toda a ilha só se realizou numa campanha militar em fins do século XIX (1895-1896). A Somália francesa (em frente ao estreito de Bab el Mandeb) foi conquistada em 1888.
Colonização inglesa. A Inglaterra apoderou-se, a pouco e pouco, das partes mais valiosas da África.
Região leste: Em 1882, estabeleceu o protetorado britânico sobre o Egito. Mais tarde realizou novas conquistas, formando um bloco unido de possessões, no leste africano    \in i Orl n. tânica [hoje:  Quénia]  (1884), Rodésia  (1889)  Sudão Anglo-Egípcio (1898).
Região ocidental:  Apoderou-se de Gâmbia, Serru Lei de Ouro e Nigéria.
Região sul: No sul, desde a guerra com Napoleão, possuíl I colónia do Cabo (arrancada aos holandeses). Em 1885, descobri ram-se minas de ouro em Johannesburg (Transvaal). Pouco depois, a Inglaterra provocou a guerra contra os bôers [leia-se: burs], calvinistas de origem holandesa, agricultores, estabelecidos em duas pequenas repúblicas — Transvaal e Orange — as quais, após a vitória inglesa (1899-1902), foram ligadas às colónias do Cabo e de Natal. [Todas elas, juntas, formaram em 1910 a União Sul-Afri-cana.]
Colonização alemã. Tendo de realizar, primeiramente, a sua unidade nacional — a Alemanha apareceu tardiamente no cenário colonial africano. Mesmo assim, obteve o Camerun (1884) [hoje: república dos Camarões] e Togo (1885), o golfo da Guiné. Ainda em 1884 conquistou a África do Sudoeste [hoje: fideicomisso da ONU]. Em 1885 apoderou-se da África Oriental [hoje: Tanzânia]. A Alemanha perdeu todas as suas colónias africanas, após a l.a Guerra Mundial.
Colonização italiana. A Itália também entrou tardiamente na "corrida colonialista". Obteve a Eritreia (1885), no Mar Vermelho, e a Somália italiana (1892), no Oceano Índico. Mas, ao tentai conquistar a Abissínia, sofreu a esmagadora derrota de Ádua (1896), às mãos dos soldados do "negus" Menelik II, o soberano etíope. Em 1911, arrebatou aos turcos a Tripolitânia e a Cirenaica, que foram reunidas sob o novo nome de Líbia.
O Congo Belga. O Congo é uma enorme e riquíssima região central da África. Foi, primeiramente (1885-1908), propriedade particular de Leopoldo II, rei dos belgas. Em 1908, a Coroa belga vendeu esse território à Nação. O Congo passou a ser, então, colónia da Bélgica.
Espanha e Portugal. A Espanha obteve, em 1885, pequenos territórios de reduzido valor: Rio de Oro e a Guiné espanhola. E, mais tarde (1912), um pequeno protetorado na região norte do Marrocos.
Portugal conservou, além da pequena Guiné portuguesa, duas vastas colónias:  Angola e Moçambique.
O IMPERIALISMO NA ÁSIA
Na Índia. Os portugueses foram os primeiros europeus a chegar à índia: Vasco da Gama fundeou em Calicute, em 1498.
No século XVI apareceram os holandeses, franceses e ingleses. Estes últimos ficaram donos da península em 1763. Em 1773 os ingleses nomearam um governador-geral em Bengala. Depois de reprimirem a violenta rebelião dos sipaios (1857-1859), a Companhia das Índias foi abolida e a índia passou a ser uma colónia da coroa. Em 1876, a rainha Vitória foi proclamada imperatriz da índia. Em 1886, a Birmânia foi incorporada à Índia
No Japão. Durante séculos, o Japão viveu sob um regime feudal. O imperador (micado) era subjugado pelo shogun, chefe da aristocracia militar, o qual dominava as províncias por intermédio dos daimios (senhores), que tinham a seu serviço guerreiros fanáticos, os samurais.
                                             REFERÊNCIAS
ARENDT, Arendt. Origens do Totalitarismo: Imperialismo, Antissemitismo e Totalitarismo.São Paulo, Companhia de Bolso.2013
BECKER, Idel. Pequena História da Civilização Ocidental. São Paulo. Companhia Ed. Nacional,1973.

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